



Comecei a ter comportamentos certamente estranhos depois da infância. Eu gostava de igreja, achava suas arquiteturas belas e me sentia ótimo em um cemitério. Minha personalidade começou à mudar, comecei à me sentir mais confiante às noites. Cativei um prazer de me cortar imenso, e todas as vezes que vinha aquela chuva embaçar a janela do meu quarto, sei que é, e sempre será um aviso para começar arrumar as minhas coisas, e tentar convencer os outros de que eu não sou como eles. O frio é o que me leva, a noite é o que me agrada, não sou um demônio, apenas gosto de coisas diferentes dos outros, me sinto bem quando os outros se sentem mal… E é tipo assim que as coisas começam à andar… E você se descobre ser um psicopata, nato.

Quem bate, sempre esquece.
Quem apanha, vira uma cicatriz. Sempre trará uma marca, mesmo que não seja física.

A vida me deixou cicatrizes e dores de herança. (oqmefazfeliz)

me :)

Sou eu que me derrubo, eu me faço chorar, eu me ofendo, digo que não vou conseguir. Eu acho que são os outros… mas sou eu. Toda essa tristeza vem das minhas cicatrizes, minhas feridas abertas… da visão negativa que tenho de mim mesma. Meu interior sempre vem me sussurrar: Você não é boa o bastante…

Da vontade de bancar o psicopata e perguntar com uma voz grossa: “A cicatriz que você me causou te incomoda? Porque a olha tanto? Acha que talvez ela fique melhor em você? Está ciente que ela foi cravada tão fundo que feriu a alma?”
Beatriz Fernandes
Dormi com as cicatrizes abertas sem tempo para desculpas, caustrofobia emergente que me fala de verdades carregadas na alma ausente.
Uma doença social, a mentira, como uma ferramenta destrutiva, construída com vaidade veloz num mundo cinzento escuro, vejo mais do que esperava, em…

“Só ri de uma cicatriz quem nunca foi ferido.”

Agora você vê o que as suas “brincadeirinhas” fizeram comigo?